domingo, 6 de maio de 2012

COCO DIGITAL


Para comemorar nosso primeiro post, vamos publicar uma outra comemoração, feita pela nossa querida maison francesa CHANEL, comandada por uma das figuras mais icônicas do mundo da moda, Karl Lagerfeld.

 Foi realmente uma grande surpresa quando vi esta amostra fotográfica digital feita para comemorar uma das peças mais clássicas da maison: o casaqueto em tweed preto. A versão digital da exposição The Little Black Jacket, que deu inicio em Tóquio e ganhou prestigio, congestionando as ruas da grande cidade cosmopolita. Mas agora  enfim sua tão esperada versão digital chega a nossos olhos. Nela o projeto reúne, várias personalidades do mundo da moda como, Alice Dellal, Anna Wintour, Daphne Guinness e muitas outras vestindo uma das peças mais clássicas da maison.Visite o site do projeto para conferir todas as 133 fotos que também irão fazer parte do próximo livro, que chegará as bancas em agosto. 

L'ART ET LE CONCEPT DE DAVID BAILEY.

"I always tried to make photographs that would not be

 dated. I've always looked for simplicity."

 Sempre esperei o dia em que eu pudesse escrever sobre um dos meus fotógrafos prediletos e depois de um longo tempo de expectativas, este dia chegou. Pode ser que eu escreva mais dez ou até cem textos sobre este homem que gerou uma das maiores revoluções na arte e provocou uma grande comoção social ao codificar suas ideias grandiosas através das lentes. Nascido na cidade de Londres em 1938, David iniciou-se como fotografo em sua adolescência, com o intuito de poder liberar, suas furias, suas ideias e até mesmo ter uma nova forma de auto-ajuda. 
 Apesar de David ser uma pessoa extraordinária, não era um jovem muito interessado em questões acadêmicas, sendo assim David abandonou a escola aos quinze anos para trabalhar como mensageiro para um jornal. Em 1957 partindo para a Malásia para servir a RAF ( Royal Air Force ) onde conheceu as obras de Henri Cartier Bresson e foi fisgado pelo poder da arte e assim decidindo voltar para Londres e em 1959 onde começou a trabalhar com Jhon French onde pouco a pouco foi mudando a maneira de fotografar e adaptar as obras além dos limites da moda, inserindo luz natural, cenários externos e  outras diversas técnicas. Mas foi na decada de 60 quando Bailey começou sua trajetória na VOGUE UK. Contratado para fotografar os editoriais de moda da época acompanhado de dois colegas, Terence Denovan e Brian Duffy, assim conseguindo codificar o conceito do Swinging London, fotografando os maiores ícones sociais da época. 
Conseguindo destaque e consagração no mundo da moda, cercado de belas mulheres, amigo e confidente de diversas modelos como Jean Shrimpton, Mick Jagger, Twiggy, Catherine Deneuve entre outras.
     Pode ser que eu escreva mais dez ou até cem textos sobre este homem que gerou uma das maiores revoluções na arte e provocou uma grande comoção social ao codificar suas ideias grandiosas através das lentes. Nascido na cidade de Londres em 1938, David iniciou-se como fotografo em sua adolescência, com o intuito de poder liberar, suas furias, suas ideias e até mesmo ter uma nova forma de auto-ajuda.  
   Hoje Bailey com pouco mais de 70 anos, continua atuando em diversos editoriais de moda, dirigindo comerciais e campanhas publicitárias, é casado com a ex-modelo e atriz Catherine Dyer. Abaixo selecionei alguma de minhas obras preferidas, caso queira conhecer outras, acesse o site oficial.

Após sair da VOGUE PARIS em 2010, Carine Roitfeld volta a nos surpreender, com seu novo projeto  batizado como CR ( iniciais de Carine Roitfeld ) e em sua edição de estréia leva a modelo Kati Nescher como cover girl, clicada pelo fotógrafo Sebastian Faena. A ex-editora da VOGUE francesa revelou ao WWD mais detalhes sobre a publicação, que tem lançamento previsto para setembro. 
A revistá irá conter 300 paginas publicadas a cada edição em período semestral, contendo temas específicos para cada edição. Mas o que esperar de CR Fashion Book? Primeiramente me surpreendi com o valor cobrado por cada cópia, apenas US $10, um preço bem em conta comparado a outras revistas. Basicamente o proposito de Carine será abordar a mistura de fotógrafos conhecidos e o conceito up-and-coming. Além disso a CR Fashion Book contará com um componente online, composto de teasers e informações adicionais sobre as edições futuras. 

“Uma celebração a moda e a criatividade, com um mix de conhecidos, talentos e outros promissores” - Carine Roitfield

IDENTIDADE Á FLOR DA PELE

Transgressão sempre foi uma palavra importante para aqueles que fazem da arte seu trabalho. Mas com o passar dos anos, transgressão não se tornou o único elemento que esperamos de uma obra. A transgressão pode existir apenas na cabeça do artista ou englobar toda sua obra e seus espectadores, criando um mundo de ilusão a partir de apenas uma imagem. Nos dias atuais uma obra.deve ser acompanhada de uma série de outros componentes como, identidade e sensibilidade. E foi exatamente esta mensagem que encontrei pairando sobre as obras de Gustavo Carvalho. Percepções elaboradas no ponto certo, foram fundamentais para a criação de suas obras, geradas pela desconstrução de ambientes arquitetônicos, gerando obras milimetricamente elaboradas a partir de um trabalho minucioso. O trabalho que traz como foco principal, a moda gerada pela arte contemporânea também aborda as experiencias de novos materiais e técnicas que são poucos utilizados na industria têxtil, com novas formas e componentes até então jamais presentes em uma peça de vestuário. 
A desconstrução de formas pode parecer um pouco difícil de imaginar. Afinal não basta apenas desconstruir o obra, mas sim reconstruí-la através de novas bases e novos elementos, mas jamais mudando sua intenção de mostrar um pouco do que ocorre em nosso mundo através de olhares alheios.
  Neste ano, as obras de Gustavo estão expostas no projeto Hotspot, que consiste em uma forma de buscar novos talentos brasileiros. O projeto conta com várias parcerias, dentre elas a versão brasileira da revista ELLE. O projeto batizado de ¨A forma que me veste¨  tem atraído muita repercussão e grandes números de visualizações no site oficial do concurso. Nos levando a crer que o futuro da moda brasileira nos reserva grandes criadores. O projeto ¨A forma que me veste¨ pode ser acessado no site oficial do concurso Hotspot, onde contém videos, fotos e outros links para conhecer mais sobre este projeto.

OS DOIS LADOS DA MOEDA

Não entender como a moda funciona pode ser um grande problema para a maioria das pessoas. A forma de extrairmos conceitos muitas vezes podem nos ajudar, ou nos proporcionar uma composição mal elaborada de nossas roupas. Quando presenciamos desfiles, esperamos extrair todos os elementos possíveis, alem de claro, admirar o grande espetáculo. Mas, é depois de um certo tempo que realmente enxergamos o conceito de um desfile como, o que ele irá nos proporcionar naquela estação, seja em: tendencias, cortes, tecidos e maquiagem. Já que a maioria das pessoas, esquecem que moda não é apenas arte. Moda é um grande mundo interligado a vários setores, como: economia, industria e marketing. O esquecimento de certas barreiras podem confundir a cabeça do entendedor. 
Os desfiles são os principais meios de mostrar o produto, seu conceito e suas apostas, mas de um modo cru, sem limitações ou barreiras. Pois seu ambiente construído agrega uma enorme atmosfera envolta de seus modelos, nos levando a esquecer que, o que vemos na passarela são conceitos originais, conceitos crus e que devemos extrai-los da melhor forma possível, a forma mais usável em nosso dia-dia. Embora existem aqueles tipos exatos de pessoas que não precisam sequer estar em um desfile para poder extrair o conceito e é justamente neste ponto que entra a sensibilidade e o auto-conhecimento. Não querer se comparar a um modelo que admiramos por 15 segundos é uma grande qualidade existente em um ser. Afinal, não é porque admiramos os conceitos expostos nas passarelas, que devemos ir para a faculdade, metro ou trabalho vestidos a caráter dos pés a cabeça. 
  Mas não errem em pensar que sou contra a chamada ¨montação¨. Muito pelo contrário, admiro looks bem elaborados, exageros, brilhos e maquiagens pesadas. Admiro ver espetáculos ambulantes, pessoas que criam atmosferas em torno de seus corpos. Mas, claro. Apenas nas ocasiões corretas, ocasiões informais principalmente. Mas o grande lado a ser consumado é, adaptar nosso estilo baseados em conceitos para serem integrados ao nosso dia-dia, sem agressões ou quebras de nossas próprias identidades.